quinta-feira, 7 de julho de 2011
Eu canto quando estou sozinha, e não me importo com a afinação. Eu fico fazendo caras e bocas na frente do espelho. Eu só digo ‘foda-se a opinião dos outros’ porque quero que eles pensem que eu não ligo. Eu não consigo sonhar de pés no chão. Pessoas bipolares me irritam, mas eu vivo dizendo que sou, porque eu sou. Desejo coisas que nunca vou ter. Me importo com pessoas que não se importam comigo. Eu julgo pessoas por julgarem outras. Não sou educada e nem vivo arrumada quando estou sozinha. Não me importo que você não goste de mim se eu também não gostar de você. Eu gosto de dormir pra fugir dos meus problemas. Não gosto de sentir medo, por medo de não ter ninguém pra me abraçar. Eu choro em filmes tristes. Tem gente que me faz sorrir, mesmo me fazendo chorar. Eu digo que quero esquecer, mas no fundo eu não quero. Eu digo muitas coisas que eu não queria. Eu faço muitas coisas que eu não faria se pensasse melhor. Às vezes eu morro de rir de mim mesma, depois de chorar rios. Eu amo ficar junto de quem eu amo. Eu sinto ciúmes das pessoas próximas a mim. Falo muito. Sou complicada, mas sou sincera. Às vezes sou fria, mal humorada. Gosto de rir alto e de falar besteiras. Digo que não gosto de quem me abusa, mas no fundo eu gosto. Muitas vezes sou ingênua e por isso quebro a cara fácil. Falo palavrões. Fico com raiva facilmente, por isso fico chata e irritante, mas quieta. Me magôo demais com as pessoas. E só escrevo textos sobre mim quando quero me entender melhor… Mas nem por isso eu sou diferente, doida ou coisa assim. Eu apenas faço o que eu gosto de fazer, estou sendo eu mesma e estou feliz com isso. Coisa que hoje em dia ninguém mais faz. (Hianka Rosa)
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