quinta-feira, 26 de junho de 2014
Do jeito que ta, não posso ficar!
Tenho me sentindo um pouco vazia... Sabe aquele vazio que parece fome, mas não é? Aquela vontade de fazer algo, que você procura mais não sabe exatamente o que é? E que no segundo seguinte já perdeu a graça? E já nem é bem isso que eu queria. Tô desse jeito. Não digo que seja carência, ou melhor, pode até ser, mas é bem misturado com mais outras mil coisas dentro de mim. Pensamentos, vontades, sensações, lembranças, erros, acertos, saudades, dúvidas... Tudo isso junto têm me visitado ultimamente, todos os dias. Tenho tentado conviver bem com isso, mas confesso que fico um pouco angustiada. O que também acho normal, porque no meu lugar não sei se alguém conseguiria sentir isso tudo e ainda ter a cabeça no lugar. Ou não. A verdade é que não há nada no lugar em mim, no momento. É como se eu soubesse a direção e a solução de todos os problemas da minha vida, mas ao mesmo tempo eles fugissem pelas minhas mãos sem que eu fizesse nada pra impedir que isso aconteça. Estou certa de que não estou sabendo recomeçar, ou seria mais correto, "começar" nada. As vezes sinto que as coisas me enchem e depois acho que faltam demais, não consigo me equilibrar. E é tudo novo, não combina comigo... Por mais inconstante que eu sempre fui, nunca fiquei sem direção, como estou agora. Tenho me apegado a minha Fé pra conseguir forças e acho que é isso que ainda me deixa com consciência, ainda que pouca. Esperança também, mas esperança de que eu irei me permitir desejar e lutar por algo... O único problema é não saber o quê, ainda. Me sinto perdida, mas no fundo sei que posso me recompôr, só espero que eu não demore a me reprogramar, porque além das pessoas ao meu redor, minha mente, meu corpo e minha alma estão arduamente me pedindo uma colocação. O que eu sei é que estou precisando de alguma coisa que me ponha em meu lugar, pra ontem. Que me tire dessa mesmice que eu mesma criei dentro de mim. Não quero voltar, também não quero permanecer nisso, mas do jeito que tá, não posso e não quero ficar.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Desejo contínuo..
Quero meus amigos de verdade sempre perto. Minha família sempre ao lado. Gente boa me rondando. O resto eu não quero. Gente que suga, que só quer, que não sabe ouvir, que tem inveja, que não sabe rir de si mesma. Não quero isso na minha vida. Eu quero claridade, entende? Gente clara, transparente. Que pisa na bola, mas entende, volta atrás, se assume.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Nada é em vão..
"Eu discordo dessa história de que só é amor se for pra sempre. Digo, o sentimento pode até viver pra sempre, ali quietinho em algum canto do peito. Mas histórias começam e terminam e não é justo dizer que não houve amor. Não é justo achar que elas não deram certo ou que era a pessoa errada. O amor da sua vida, nem sempre é o cara que você casa e forma uma família. Pessoas se perdem, pessoas se encontram, é natural. Eu acredito em amor com alguns poucos meses de relacionamento. Amores mais bonitos do que alguns de anos, amores de outras vidas, escorrendo pelos poros. Sem esse papo de que tudo recente é paixão e amor é rotina. Paixão é carne, amor é alma, independente do tempo. Odeio quem teima em rotular o que o outro tá sentindo, mal sabe o que é quem tem no peito. Tudo que nos faz feliz, dá certo, mesmo que por uma semana, um mês. Tudo faz crescer, deixa o jardim mais bonito no fim das contas. E quem é essa tal de pessoa certa, afinal? Ninguém é errado, somos todos vítimas de desencontros. Seu certo não me agrada e vice-versa. Mania feia de jogar tantos dias incríveis no lixo, depois que a mágoa chega. Te fez chorar, mas te fez sorrir tanto, foi bom enquanto durou, foi certo e só, foi. Só passou e isso não quer dizer nada. Mania chata de relacionar amor com contos de fadas e o maldito feliz pra sempre. Amor se relaciona com feliz, sem complemento, sem prazo. Nem sempre, sem fim."
Marcella Fernanda.
"Eu penso que ser sincera é uma coisa tão natural, tão mais fácil, que acho que todo mundo sempre fala a verdade pra mim também. E esqueço o quanto as pessoas sentem prazer em complicar tudo. É a minha mania mais perigosa de todas, confiar. Confio mesmo, até você me provar que não vale a pena, não vale o risco. Aí eu nunca mais vou ser a mesma. Viro, na melhor das hipóteses, sua colega bem distante e não é por mal, é meu reflexo. Pra completar, minha outra mania chata é perdoar. Não guardo mágoa de ninguém, não porque não quero, só não consigo. Juro que não quero ver a pessoa nem pintada de ouro, até ela vir com o rabo entre as pernas e pedir desculpas, simples assim. E mesmo que muitas pessoas que passaram pela minha vida tenham traído a minha confiança, não acho justo punir quem tá chegando, pelo crime de quem já foi. Nessa, quase sempre quem paga a pena sou eu, mas eu durmo bem de noite e é isso que importa. Ás vezes eu fico aqui querendo perguntar pras pessoas "E aí, de tudo que você já me disse, o que era verdade? Só pra saber...". Mas não ia fazer diferença, então deixo as verdades e mentiras assim mesmo, misturadas, eles com suas coleções de máscaras e eu sempre tão exposta. Mas quer saber minha recompensa? Quem gosta de mim, quem tá do meu lado, tá por mim do jeito que eu sou, sem enganação. Amam a mim e não uma personagem. E, no fim das contas, ser enganada fica muito pequeno, porque os maiores enganados são eles mesmos e é uma pena. No meio de tantas máscaras, uma hora o rosto real se perde e tanta coisa se perde junto. Não sei se pode-se atribuir a mim a faixa de ingênua nessa história toda, como sempre é atribuído. Mas eu aceito e lamento. Que percam-se."
"Aceitar um fim é aceitar um novo começo. Continuar numa relação onde as pessoas não mais se relacionam faz tanto sentido quanto ir patinar porque está com fome. Você perde tempo, pessoas, vida. Você ganha arranhões que poderiam ter sido evitados, ganha mágoas de alguém que poderia ter sido sempre especial e só. Ninguém disse que iria ser fácil, ninguém disse que não iria doer. O costume grita e você pensa que é o amor ainda vivo em algum canto. Grande engano, grande perigo. Até que o costume mude de figura, tudo é vazio, lembrança, saudade, tudo é ele. Mesmo depois do fim, mesmo sem amor. É o velho vício de mexer na ferida, sentir fisgada só pra não ficar sem sentir nada. E você ouve muitas fórmulas pra fazer tudo isso passar mais rápido, muito atalho tentando driblar o tempo. Não vou dizer que nenhum funciona, assim como não digo que algum funcione a longo prazo ou definitivamente. Não importa quantos corpos você tenha no verão, no inverno você sente falta da história, da alma, das manias. Vai ser ele por um bom tempo o dono das saudades bobas, das carências mais fortes, do carinho. E não tem fórmula mágica pra isso. Agora, se acabou, com certeza teve um bom motivo, já deixou de ser bonito como nas lembranças preferidas, por mais difícil que seja lembrar dos fatos por esse ângulo. E pro costume tomar uma nova forma, você tem que usar novos moldes, sem recaídas, sem se fechar pro mundo. Você vai tentar substituir ele por outro, assim, como quem muda de manteiga no café da manhã. E pode dar muito certo por uns meses, depois o novo cara é só mais um anexo no arquivo de decepções e a saudade, de algum modo estranho, nem é do cara novo. Tantas promessas de tudo ser diferente e no fim tudo sempre tão igual. E o vazio só aumenta, uma bola de neve. Até o dia que você acordar de manhã, se olhar no espelho e entender que ali tem alguém inteiro e com tudo que você precisa pra ser feliz. E esse dia, anota aí, vale mais que anos. Não se cura um amor com um novo amor. Se cura com amor-próprio."
Marcella Fernanda.
"Só fala comigo, se tiver algo que preste pra falar, pode ser? Queria andar com isso escrito num crachá, por aí. Tô assim, tô chata, eu sei. Desenvolvi uma preguiça de gente, que me consome e eu me rendi. Quando uma amiga me mostra o novo carinha gato do lugar, eu olho e só consigo pensar “tão novo, tão raso, tão bobão. Prefiro dormir.” Ele é um tipo de semi Deus, mas eu não consigo levar isso em consideração, juro que tento. E quase ninguém entende. Tudo bem, há um tempo atrás nem eu entenderia. Mas é que eu já conheci tantos tipos, tantas pessoas imbecis, já perdi tanto tempo, que eu resolvi me poupar. Já aprendi tudo que tinha pra aprender com gente que nunca teve nada pra ensinar. Resolvi me aposentar. Porque esse tipo de experiência unilateral já não me convém. Tô em outro momento, tô muito além e gostaria de contar com a colaboração de todos. Então fica meu apelo: homens, vocês não precisam ser príncipes, perfeitos, modelo de homem da vida não. Podem não valer nada. Podem ter o passado negro e o presente da mesma cor. Mas, por favor, tenham algo a acrescentar! De verdade. Façam valer a pena ao menos a noite, mesmo que não passe disso. É pedir muito? Não se acomodem em ser bonitos. Não se esforcem pra ser só isso. Falem bonito. Façam bonito! É tão mais importante. Eu fico até com pena quando testemunho algum homem prometendo filhos, amor eterno e futuro feliz, só pra ficar com alguma mulher. Eu acho que o meu pedido é simples. Que o meu cansaço é justo. Cafajeste, romântico, nerd, tanto faz. Gato ou não. Por uma noite, uma semana, um mês, uma vida... não interessa. Seja interessante, que aí a gente conversa. Caso contrário, não precisa nem perguntar meu nome."
Adaptado de Marcella Fernanda
segunda-feira, 23 de junho de 2014
"... Coloco músicas e escuto-as como se conversassem comigo, abraço a minha presença nos espelhos de casa e até arrisco sorrir com filmes que nunca veria se o fim não fosse daquele jeito. Não o fim do filme, claro. Quando falo em vazio algumas pessoas questionam-se como se ele fosse um semelhante à solidão, mas não, eu chamo esse vazio de uma construção necessária. É como se fosse um estagiário, e o seu chefe durante essa semana, fosse o tempo, o destino e a crença apaziguante na existência deles.
Então digamos que se existisse um estado de espírito denominado sei lá, ali eu estaria. Entre o sei e o lá. Mais para o lá, do que para o sei. Até porque eu nem quero saber, eu só quero ficar lá. Pelo menos por agora. Lá onde caminho em busca de cinemas pedintes de casacos, pipocas misturadas e pessoas sentadas em poltronas sozinhas. Lá onde, volta e meia, sinto uma vontade de um carinho e um beijo com gosto de comida quase pronta, mas conscientizo-me ser uma fase. Lá onde eu sossego, evito satisfações e beijo as belezas frias que caminham rente a mim durante a rua. Lá onde o disparar feliz sou eu.
E hoje fico assim: com gosto de sei, mas sentimento de lá."
Fred Elboni
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