quarta-feira, 2 de julho de 2014

Até quando tiver que ser...

   

   As vezes me pego pensando e não consigo entender porque certas coisas tomam caminhos tão inesperados e confusos. Apesar de querer acreditar sempre que tudo tem um propósito (e sim, eu acredito) também me pego pensando que tudo poderia ter acontecido de outro modo, já que nada daquilo era de se esperar... Como? Como uma amizade, que surgiu de um carinho tão grande e até de um breve e bom amor, pôde se desfazer por motivos tão bobos? Por palavras guardadas na hora errada? Por ter guardado sentimentos que não vieram a ser esclarecidos? Por medo, medo da não aceitação da outra pessoa? Ou será por medo de perder-me? Não, isso não me convence, não consigo! São nessas horas que concordo fielmente com o clichê: "Melhor os espinhos da verdade, que as rosas da ilusão". É, ilusão... foi assim que me senti, iludida, quando vi tudo que havia construído na minha cabeça e no meu coração indo embora, como se fosse algo simples de lidar. Podem achar exagero meu, mas não consigo guardar o que to sentindo aqui dentro desde que tudo aconteceu... Ta tudo engasgado sabe? Querendo sair de qualquer maneira! Mas não encontro, ainda, jeito pra despejar isso em você. Mesmo porque a prisão do orgulho não me deixa. Porque que eu deveria te procurar se foi você quem dispensou minha companhia e a minha amizade? Desculpa, eu sei que errei algumas vezes, por ter pensado tanto em você, no que você iria passar e sofrer. Mas, na minha função de amiga creio que nunca deixei a desejar. E, aliás, acho até que perdi em ser tão sincera, com você, comigo, com o que sentia por você. E mais ainda, errei em ter acreditado que você aceitaria tanta decepção da sua parte, calado e feliz, como demonstrou a todo momento.
   Mas, pra falar a verdade, eu fico repetindo todas as noites pra mim mesma que preferia ver você jogar toda sua revolta na minha cara, no instante seguinte em que te disse tudo que tava sentindo. Nossa! Ia ser tão mais justo com nós dois, aliás, com todos nós, já que toda essa bobagem não prejudicou só a nossa amizade. Só assim teríamos um sentido verdadeiro pra odiarmos um ao outro. Porque na verdade não te odeio, não te odiei nunca... Mas é que a mágoa ta grande aqui dentro, e este era o último sentimento que gostaria de sentir por alguém, principalmente por você. E vou te dizer, não te quero de volta na minha vida, não quero tua amizade de volta se for pra ser superficial, como penso e vejo agora que sempre foi. Se é pra me tratar com indiferença como você se acostumou a me tratar. Não é justo. Amizade pra mim tem que ter entrega dos dois lados, pra manter os dois de pé, um ao lado do outro, independente do que aconteceu outrora e do que vai vim pela frente! A gente tem que amar e cultivar o que deu certo e não o que não deu. E agora? No que deu tudo isso? Só consigo enxergar na minha frente sofrimento de ambas as partes. Ou não. Você mesmo disse, sua vida está em uma nova "fase" e cabe à mim aceitar que você não me quer participando dela. Sei lá, mas te desejo muita felicidade, até hoje, como sempre te disse, que gostaria de te ver feliz, com alguém que te gostasse mais do que um dia te gostei. Eu espero, lá do fundo, que assim esteja acontecendo... Mesmo sabendo que pra se permitir ser feliz e viver outra história, não é preciso deixar de lado quem nos ama e quer bem, com uma desculpazinha boba de recomeçar. E, apesar de ter apagado tudo que me ligasse a você, você continua guardado, mesmo que lá bem no fundo e  mesmo eu não querendo, você está. E vez ou outra, você e nossos momentos sai desse lugarzinho e vêm à minha memória, como se fosse pra me lembrar que esse ciclo ainda não fechou. Talvez um dia haja oportunidade de esclarecer tudo que não ficou claro e afogar tudo que ficou muito claro, mas, na boa... No fim de cada pensamento, acabo me contradizendo e tendo certeza que sim, tudo tem um propósito e que vai ser assim até quando tiver que ser...

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