domingo, 3 de agosto de 2014

Amor mesmo, não dói


Queria falar sobre o amor com o domínio de quem nunca teve. Amor no sentido de romance, esquecendo a parte fraternal e amizades, claro. Carrego na mala alguns projetos de relacionamentos, uns quase namorados, meios carinhos e fins inteiros, sem nem ter havido começos. Mala pesada, que vira e mexe prejudica minha coluna, mas poderia ser pior. Sou viciada em atropelar as coisas e sair jogando vírgulas pra tudo que é canto, vivo com a impressão de que meus começos já são os meios e talvez nem seja impressão. Sou mal acostumada a ser sincera e isso nunca me permitiu jogar, trocar de papel conforme a trama mudasse a direção. E quem não joga em tabuleiro, tende a virar peão. Queria dizer que tô acostumada demais a sofrer e, talvez por isso, reconheço e acolho as dores de todas as minhas tentativas de amor e me assusto com coisas que só fazem bem, sem nem arranhar. Não sei quase nada do amor. Nada além de romances literários que vejo no colégio, filmes de comédia romântica, desabafo de amigas e umas poucas tentativas extremamente mal sucedidas. Conheço e admiro de nome, mas queria compartilhar minha única certeza: amor mesmo não dói...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Mudança é uma porta que se abre por dentro.

Até quando tiver que ser...

   

   As vezes me pego pensando e não consigo entender porque certas coisas tomam caminhos tão inesperados e confusos. Apesar de querer acreditar sempre que tudo tem um propósito (e sim, eu acredito) também me pego pensando que tudo poderia ter acontecido de outro modo, já que nada daquilo era de se esperar... Como? Como uma amizade, que surgiu de um carinho tão grande e até de um breve e bom amor, pôde se desfazer por motivos tão bobos? Por palavras guardadas na hora errada? Por ter guardado sentimentos que não vieram a ser esclarecidos? Por medo, medo da não aceitação da outra pessoa? Ou será por medo de perder-me? Não, isso não me convence, não consigo! São nessas horas que concordo fielmente com o clichê: "Melhor os espinhos da verdade, que as rosas da ilusão". É, ilusão... foi assim que me senti, iludida, quando vi tudo que havia construído na minha cabeça e no meu coração indo embora, como se fosse algo simples de lidar. Podem achar exagero meu, mas não consigo guardar o que to sentindo aqui dentro desde que tudo aconteceu... Ta tudo engasgado sabe? Querendo sair de qualquer maneira! Mas não encontro, ainda, jeito pra despejar isso em você. Mesmo porque a prisão do orgulho não me deixa. Porque que eu deveria te procurar se foi você quem dispensou minha companhia e a minha amizade? Desculpa, eu sei que errei algumas vezes, por ter pensado tanto em você, no que você iria passar e sofrer. Mas, na minha função de amiga creio que nunca deixei a desejar. E, aliás, acho até que perdi em ser tão sincera, com você, comigo, com o que sentia por você. E mais ainda, errei em ter acreditado que você aceitaria tanta decepção da sua parte, calado e feliz, como demonstrou a todo momento.
   Mas, pra falar a verdade, eu fico repetindo todas as noites pra mim mesma que preferia ver você jogar toda sua revolta na minha cara, no instante seguinte em que te disse tudo que tava sentindo. Nossa! Ia ser tão mais justo com nós dois, aliás, com todos nós, já que toda essa bobagem não prejudicou só a nossa amizade. Só assim teríamos um sentido verdadeiro pra odiarmos um ao outro. Porque na verdade não te odeio, não te odiei nunca... Mas é que a mágoa ta grande aqui dentro, e este era o último sentimento que gostaria de sentir por alguém, principalmente por você. E vou te dizer, não te quero de volta na minha vida, não quero tua amizade de volta se for pra ser superficial, como penso e vejo agora que sempre foi. Se é pra me tratar com indiferença como você se acostumou a me tratar. Não é justo. Amizade pra mim tem que ter entrega dos dois lados, pra manter os dois de pé, um ao lado do outro, independente do que aconteceu outrora e do que vai vim pela frente! A gente tem que amar e cultivar o que deu certo e não o que não deu. E agora? No que deu tudo isso? Só consigo enxergar na minha frente sofrimento de ambas as partes. Ou não. Você mesmo disse, sua vida está em uma nova "fase" e cabe à mim aceitar que você não me quer participando dela. Sei lá, mas te desejo muita felicidade, até hoje, como sempre te disse, que gostaria de te ver feliz, com alguém que te gostasse mais do que um dia te gostei. Eu espero, lá do fundo, que assim esteja acontecendo... Mesmo sabendo que pra se permitir ser feliz e viver outra história, não é preciso deixar de lado quem nos ama e quer bem, com uma desculpazinha boba de recomeçar. E, apesar de ter apagado tudo que me ligasse a você, você continua guardado, mesmo que lá bem no fundo e  mesmo eu não querendo, você está. E vez ou outra, você e nossos momentos sai desse lugarzinho e vêm à minha memória, como se fosse pra me lembrar que esse ciclo ainda não fechou. Talvez um dia haja oportunidade de esclarecer tudo que não ficou claro e afogar tudo que ficou muito claro, mas, na boa... No fim de cada pensamento, acabo me contradizendo e tendo certeza que sim, tudo tem um propósito e que vai ser assim até quando tiver que ser...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Do jeito que ta, não posso ficar!


Tenho me sentindo um pouco vazia... Sabe aquele vazio que parece fome, mas não é? Aquela vontade de fazer algo, que você procura mais não sabe exatamente o que é? E que no segundo seguinte já perdeu a graça? E já nem é bem isso que eu queria. Tô desse jeito. Não digo que seja carência, ou melhor, pode até ser, mas é bem misturado com mais outras mil coisas dentro de mim. Pensamentos, vontades, sensações, lembranças, erros, acertos, saudades, dúvidas... Tudo isso junto têm me visitado ultimamente, todos os dias. Tenho tentado conviver bem com isso, mas confesso que fico um pouco angustiada. O que também acho normal, porque no meu lugar não sei se alguém conseguiria sentir isso tudo e ainda ter a cabeça no lugar. Ou não. A verdade é que não há nada no lugar em mim, no momento. É como se eu soubesse a direção e a solução de todos os problemas da minha vida, mas ao mesmo tempo eles fugissem pelas minhas mãos sem que eu fizesse nada pra impedir que isso aconteça. Estou certa de que não estou sabendo recomeçar, ou seria mais correto, "começar" nada. As vezes sinto que as coisas me enchem e depois acho que faltam demais, não consigo me equilibrar. E é tudo novo, não combina comigo... Por mais inconstante que eu sempre fui, nunca fiquei sem direção, como estou agora. Tenho me apegado a minha Fé pra conseguir forças e acho que é isso que ainda me deixa com consciência, ainda que pouca. Esperança também, mas esperança de que eu irei me permitir desejar e lutar por algo... O único problema é não saber o quê, ainda. Me sinto perdida, mas no fundo sei que posso me recompôr, só espero que eu não demore a me reprogramar, porque além das pessoas ao meu redor, minha mente, meu corpo e minha alma estão arduamente me pedindo uma colocação. O que eu sei é que estou precisando de alguma coisa que me ponha em meu lugar, pra ontem. Que me tire dessa mesmice que eu mesma criei dentro de mim. Não quero voltar, também não quero permanecer nisso, mas do jeito que tá, não posso e não quero ficar.


“Estou sempre precisando de consolo, costumo me sentir fraco e com frequência deixo de atender às minhas expectativas. Sei disso, e todos os dias resolvo ser melhor.”


— O Diário de Anne Frank.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

“Vai devagar que hoje o mundo é seu. Sem pressa, sem preocupação… Mas quando for, vai com fé, porque independente do quanto demorar, no fim você conquista. A direção é mais importante que o tempo.”

Desejo contínuo..


Quero meus amigos de verdade sempre perto. Minha família sempre ao lado. Gente boa me rondando. O resto eu não quero. Gente que suga, que só quer, que não sabe ouvir, que tem inveja, que não sabe rir de si mesma. Não quero isso na minha vida. Eu quero claridade, entende? Gente clara, transparente. Que pisa na bola, mas entende, volta atrás, se assume.